Equipa de vereação PS
Equipa de vereação do Partido Socialista Caldas da Rainha:
Jorge Sobral, Filomena Cabeça, Manuel Remédios, António Ferreira, Helena Arroz, João Jales e Rui Correia
Vereadores eleitos para o mandato 2013/2017: Rui Correia (Ind) Jorge Sobral (PS)terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Lagoa de Óbidos - Legislação relevante
O Vereador Jorge Sobral no âmbito das publicações do Diário da República com
interesse para o Município, deu relevância à Portaria nº 532/2016, Diário da
República n.º 243/2016, Série II de 2016-12-21 que autoriza a Agência
Portuguesa do Ambiente, I. P. (APA, I. P.), a efetuar a repartição de encargos
relativos ao contrato de aquisição de serviços para a «Fiscalização da Empreitada
das Dragagens do Zona Superior da Lagoa de Óbidos e Tratamento dos Materiais
Dragados.
Conteúdos nos pavilhões do Parque
O Vereador Jorge Sobral, questionou o Executivo Municipal se o Hospital já teria
retirado conteúdo logístico dos Pavilhões do Parque D. Carlos I.
Informou ainda, que existe uma Associação interessada em algum equipamento,
mesmo que necessite de reparação.
O Sr. Presidente da Câmara informou que fosse contactada a dita Associação no
sentido de dar sequência à sua pretensão, bem como ultimar os procedimentos
tendentes à limpeza dos mencionados Pavilhões do Parque D. Carlos I.
Água poluída na Quinta de Santo António
O Vereador Jorge Sobral, relativamente ao assunto questionado na reunião de 21
de Novembro último, sobre a ocorrência de água turva na linha de água existente
na Quinta de Santo António da União de Freguesias de Caldas da Rainha – Nossa
Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, informou que existiam 3 habitações com
“ligação directa” à referida linha de água e que os Serviços Municipalizados das
Caldas da Rainha, já efectuaram as diligências necessárias para a resolução do
problema.
O Sr. Presidente congratulou-se pelo zelo demonstrado dos Serviços Municipalizados na resolução do assunto e agradeceu ao Sr. Vereador a informação prestada.
O Sr. Presidente congratulou-se pelo zelo demonstrado dos Serviços Municipalizados na resolução do assunto e agradeceu ao Sr. Vereador a informação prestada.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Legislação a ter em conta
O Vereador Jorge Sobral no âmbito das publicações do Diário da República com
interesse para o Município, deu relevância aos seguintes assuntos:
• Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/2016 – Diário da República n.º 229/2016, Série I de 2016-11-29 “Que reconhece a importância das academias «universidades seniores» como respostas socioeducativas que visam criar e dinamizar regularmente atividades nas áreas sociais, culturais, do conhecimento, do saber e de convívio, preferencialmente para e pelos maiores de 50 anos, cuja atividade seja prosseguida por entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos”, reconhecendo que a frequência nestas estruturas tem impacto na alteração dos modos de vida, proporcionando mais-valias que não se situam apenas na manutenção de atividades de índole intelectual e física e na aquisição do conhecimento em si mesmo, sendo também primordial a sociabilização e manutenção de contactos sociais.
• Despacho n.º 14412/2016 – Diário da República n.º 229/2016, Série II de 2016-11-29 “Substitui o despacho n.º 13345/2016, de 28 de outubro, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 215, de 09 de novembro de 2016, que cria o Grupo de Trabalho Interministerial para identificação dos constrangimentos e instrumentos que contribuam para dinamizar a atividade termal”, no âmbito do Programa do XXI Governo Constitucional, que estabelece como prioridades para o turismo, entre outras, a implementação de programas de combate à sazonalidade, através da dinamização de produtos turísticos específicos, nomeadamente o turismo de saúde, articulando-se o desenvolvimento do sector com a melhoria da qualidade de vida. Neste contexto europeu, o termalismo é reconhecido por diversos Governos, tendo sido eleito um dos principais pilares do Programa Europeu.
• Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/2016 – Diário da República n.º 229/2016, Série I de 2016-11-29 “Que reconhece a importância das academias «universidades seniores» como respostas socioeducativas que visam criar e dinamizar regularmente atividades nas áreas sociais, culturais, do conhecimento, do saber e de convívio, preferencialmente para e pelos maiores de 50 anos, cuja atividade seja prosseguida por entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos”, reconhecendo que a frequência nestas estruturas tem impacto na alteração dos modos de vida, proporcionando mais-valias que não se situam apenas na manutenção de atividades de índole intelectual e física e na aquisição do conhecimento em si mesmo, sendo também primordial a sociabilização e manutenção de contactos sociais.
• Despacho n.º 14412/2016 – Diário da República n.º 229/2016, Série II de 2016-11-29 “Substitui o despacho n.º 13345/2016, de 28 de outubro, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 215, de 09 de novembro de 2016, que cria o Grupo de Trabalho Interministerial para identificação dos constrangimentos e instrumentos que contribuam para dinamizar a atividade termal”, no âmbito do Programa do XXI Governo Constitucional, que estabelece como prioridades para o turismo, entre outras, a implementação de programas de combate à sazonalidade, através da dinamização de produtos turísticos específicos, nomeadamente o turismo de saúde, articulando-se o desenvolvimento do sector com a melhoria da qualidade de vida. Neste contexto europeu, o termalismo é reconhecido por diversos Governos, tendo sido eleito um dos principais pilares do Programa Europeu.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Manutenção de escultura de José Aurélio
O Vereador Jorge Sobral chamou a atenção para a necessidade de se proceder à
manutenção e conservação da Estátua de Homenagem aos Ex – Combatentes, sita
na Rotunda da Avenida General Pedro Cardoso, bem como do espaço onde a
mesma se encontra inserida.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Regimes de contratação de pessoal por conhecer
O Vereador Rui Correia referiu que ainda não possui a documentação relativa aos
processos de colocação de todo o pessoal contratado, bem como uma relação com
a identificação de todos os actuais funcionários e colaboradores das diversas
associações onde a Câmara Municipal das Caldas da Rainha mantém forte
investimento financeiro, seu vínculo e remuneração, assim como a documentação
referente a todos os processos de abertura de concursos públicos recentes para a
contratação de pessoal.
O Senhor Presidente da Câmara informou que, no seguimento da aprovação da acta camarária n.º 51/2016 de 28 de Novembro, na presente reunião, será endereçada a solicitação às respectivas associações.
O Senhor Presidente da Câmara informou que, no seguimento da aprovação da acta camarária n.º 51/2016 de 28 de Novembro, na presente reunião, será endereçada a solicitação às respectivas associações.
Apoios governamentais para construção de Centros de recolha oficial
O Vereador Jorge Sobral referiu que o Orçamento de Estado para 2017 (OE2017),
prevê a atribuição de apoios aos municípios tendo em vista a construção de
Centros de Recolha Oficial de Animais - Canis Municipais, solicitando que o
Município esteja atento a esta matéria.
O Senhor Presidente da Câmara informou que a Chefe de Gabinete e o Chefe da Divisão de Gestão Urbanística e Planeamento estão a acompanhar o assunto.
O Senhor Presidente da Câmara informou que a Chefe de Gabinete e o Chefe da Divisão de Gestão Urbanística e Planeamento estão a acompanhar o assunto.
Estaleiro de obras desfeia a cidade
O Vereador Jorge Sobral referiu que os estaleiros existentes junto ao Centro de
Saúde de Caldas da Rainha desfeiam toda a entrada da Cidade, propondo que seja
colocado uma vedação na sua zona envolvente, para que o espaço não apresente
um aparente estado de abandono.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Contratação de pessoal sem escrutínio público é inaceitável
Os vereadores do partido socialista, havendo percepção de notória inconsistência ou opacidade procedimental envolvendo a colocação de pessoal nas diversas associações onde a Câmara Municipal das Caldas da Rainha mantém forte investimento financeiro, nomeadamente a culturcaldas, requerem que lhes seja facultada documentação onde se apresentem os processos de colocação de todo o pessoal contratado, bem como uma relação com a identificação de todos os actuais funcionários e colaboradores das diversas associações, seu vínculo e remuneração, assim como a documentação referente a todos os processos de abertura de concursos públicos recentes para a contratação de pessoal.
A actual situação de contratação nestas associações é insustentável e deixa tudo a supor. Consideramos impreterível que se estabeleçam critérios publicamente escrutináveis quanto aos procedimentos que visem o estabelecimento de uma estrutura laboral devidamente habilitada e que responda, tanto às necessidades das associações, como aos princípios de transparência que devem perseguir.
Os vereadores do partido socialista manifestam a sua veemente oposição à colocação de pessoal mediante processos de selecção onde a arbitrariedade e o capricho possam ter lugar.
Acto contínuo, não estamos disponíveis para a manutenção de situações continuadas de precariedade laboral em entidades que sejam financiadas pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha, nem aprovaremos qualquer orçamento ou subsídio que procure dar cobertura a esta sorte de iniquidade laboral.
A actual situação de contratação nestas associações é insustentável e deixa tudo a supor. Consideramos impreterível que se estabeleçam critérios publicamente escrutináveis quanto aos procedimentos que visem o estabelecimento de uma estrutura laboral devidamente habilitada e que responda, tanto às necessidades das associações, como aos princípios de transparência que devem perseguir.
Os vereadores do partido socialista manifestam a sua veemente oposição à colocação de pessoal mediante processos de selecção onde a arbitrariedade e o capricho possam ter lugar.
Acto contínuo, não estamos disponíveis para a manutenção de situações continuadas de precariedade laboral em entidades que sejam financiadas pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha, nem aprovaremos qualquer orçamento ou subsídio que procure dar cobertura a esta sorte de iniquidade laboral.
Juntas médicas precisam de espaço
O Vereador Jorge Sobral questionou se já foi encontrado um
espaço alternativo nas Caldas da Rainha, que tenha as dimensões e condições
adequadas para o funcionamento do serviço de “juntas médicas”, a fim de esses
serviços voltarem a operar nesta cidade. O Senhor Presidente da Câmara
solicitou que a Vereadora com o pelouro da saúde verificasse a situação do
processo junto da Segurança Social.
App para comunicação de ocorrências
O Vereador Rui Correia propôs que fosse executado no Município das Caldas da
Rainha a boa prática que está a ocorrer noutros municípios, nomeadamente, a
criação de uma aplicação informática onde cada munícipe possa apresentar
qualquer ocorrência de interesse municipal, pretendo a rápida solução desse
incidente.
Tarifa familiar da água
O Vereador Rui Correia propôs que o Município das Caldas da Rainha se junte aos
municípios que possuem uma tarifa familiar da água, permitindo assim com esta
tarifa que os maiores consumos resultantes da dimensão do agregado familiar não
sejam faturados aos escalões mais elevados.
Repavimentação - estrada das Mafras
O Vereador Rui Correia informou que, tem sido manifestado por vários munícipes
o descontentamento pelo atraso na pavimentação da Estrada das Mafras, situada
junto à Zona Industrial de Caldas da Rainha, cujo piso de terra batida apresenta
deficientes condições de circulação para os automobilistas e residentes, tanto nos
períodos de inverno como de verão, bem como pelas constantes falhas de energia
eléctrica e pelo excesso de pressão de água.
O Senhor Presidente da Câmara informou que a citada artéria consta no concurso
da empreitada designada de “Repavimentação de Vias na Zona Litoral” e remeteu
à EDP e aos Serviços Municipalizados, os respectivos assuntos, a fim de serem
avaliadas as reclamações apresentadas.
Calçada na Rua Parceira precisa de intervenção
O Vereador Rui Correia solicitou que fosse intervencionada a calçada da Rua
Alberto Nunes Miguel - Lagoa Parceira da União de Freguesias de Caldas da Rainha
– Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, em virtude de a mesma se
encontrar em mau estado de conservação.
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Direitos laborais não são respeitados em entidade pública
O Vereador Jorge Sobral apresentados os argumentos do
Presidente do CCC Senhor Vitor Marques, referiu o seguinte: Ficou patente, que
existe uma conduta a que chama de gestão, que fere os mais elementares
princípios da relação de trabalho. Numa entidade pública, criada e financiada
pela Camara Municipal, quando esta já manifestou assim como a Assembleia
Municipal, a não aceitação de relações de trabalho que acentuem a precariedade.
Não podemos admitir que se pratique uma gestão que não tenha em conta os
direitos.
Por outro lado, ficou claro que as contratações não obedecem a
critérios em que os concursos sejam uma prática constante. Não se pode tolerar
que hajam impedimentos aos caldenses que o entenderem de concorrer aos lugares
que existam nesta ou noutra entidade da responsabilidade da autarquia. O livre
arbítrio não pode ser a prática.”
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Vereadores socialistas recusam branquear escândalo
Os vereadores do partido socialista votaram contra o protocolo a celebrar entre a Câmara Municipal das Caldas da Rainha (CMCR) e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento das Caldas da Rainha (SMAS), por se tratar objectivamente de uma operação de branqueamento financeiro, resultante de uma transacção ilícita, que vem, de há anos, violando todas as regras elementares dos procedimentos administrativos quanto a execução e pagamentos de obras públicas.
Muito simplesmente o que se traduz com este protocolo é que ele visa regularizar uma dívida que foi contraída aos SMAS, para que estes realizassem obras de reforço, ampliação e saneamento no concelho das Caldas da Rainha, na sequência de um financiamento europeu (Mais Centro). Importa referir que quem se candidatou a este financiamento foi a Câmara Municipal das Caldas da Rainha. A verba foi, pois, concedida à câmara com o propósito de possibilitar subsídios ao investimento. Na posse do dinheiro, a Câmara Municipal das Caldas da Rainha mandou executar as obras que se realizaram a partir de 2004. Quem as executou foram os SMCR. O valor total das obras ultrapassou os 2.9 milhões de euros. No âmbito deste processo de financiamento realizaram-se obras em 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2011 e 2012. Contudo, muito embora o dinheiro tivesse entrado nas contas da câmara, nunca esta pagou obra nenhuma aos SMAS.
Ou seja, como sempre denunciámos, a Câmara Municipal das Caldas da Rainha integrou constantemente no seu orçamento verbas que nunca lhe pertenceram, por serem devidas aos Serviços Municipalizados. Contas públicas que, nesta como noutras áreas, foram sempre subvertidas e assim perdiam toda e qualquer relação com a realidade financeira do concelho. Foi, de resto, esta a principal razão porque os orçamentos da Câmara Municipal das Caldas da Rainha durante aqueles anos foram consistentemente obrigando ao voto contra por parte do partido socialista. Por serem deliberadamente falseados e nada terem de verdadeiro.
Regressando ao protocolo. Como é possível que, sendo credores de quase 3 milhões de euros durante doze anos, os serviços municipalizados nunca tenham reclamado este pagamento, que o presente protocolo pretende de forma obtusa ver liquidado?
Esse silêncio apenas foi possível porque existiu e continua a existir nesta autarquia uma desvantajosa e abusada promiscuidade entre uns e outros serviços que, para uns efeitos, são percebidas como entidades diferentes e, para outros, é como se fossem uma e única entidade. Uma confusão tão danosa como inválida porque gritantemente injurídica.
Chega a ser incompreensível que, com 3 milhões de obras por pagar, os serviços municipalizados nunca tenham, em doze anos de dívida, exigido a respectiva indemnização e os devidos juros de mora por tamanho atropelo das regras de adjudicação e pagamento de obras.
A excentricidade e irregularidade destes procedimentos já vem de há muito. Já antes pudemos demonstrar como o escândalo da compra de acções da Águas do Oeste foi bem revelador deste conluio instalado e que se manteve durante o actual mandato. Não o esqueçamos: é esta promiscuidade que, mesmo sem deliberações oficiais, permitiu que um milhão de euros saltitasse clandestinamente entre Câmara Municipal das Caldas da Rainha e SMAS, sem que houvesse uma linha escrita ou alguma assinatura que tenha deliberado tal transacção.
Compreendemos o imperativo de se pagar o que se deve a quem se deve. Não aceitamos é que se pretenda realizar esta operação à socapa, manhosamente, sem se ter a preocupação elementar de prestar a devida explicação aos munícipes – que, como de costume, são os pagadores de todas estas operações ilícitas e a quem nos cumpre sempre informar e defender.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Reabertura da Associação de Surdos do Oeste
O Vereador Rui Correia referiu que a Associação de Surdos do Oeste irá ter
novamente a sua sede nesta Cidade, facultando desta forma um serviço e um
acompanhamento à comunidade surda nas Caldas da Rainha, e que nesse sentido
a Câmara Municipal deverá estar presente na sua reabertura.
Colecção "Primeira escolha"
O Vereador Rui Correia questionou no âmbito da exposição intitulada “Primeira
Escolha – Colecção de Design Contemporâneo em Cerâmica”, a decorrer no
período de 29 de Outubro a 04 de Dezembro de 2016, no âmbito do Evento “Molda
2016”, o destino e a titularidade da mesma.
O Senhor Presidente da Câmara remeteu o assunto à Vereadora do Pelouro da Cultura para em conjunto com o IPL – Instituto Politécnico de Leiria, apreciarem o assunto.
O Senhor Presidente da Câmara remeteu o assunto à Vereadora do Pelouro da Cultura para em conjunto com o IPL – Instituto Politécnico de Leiria, apreciarem o assunto.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Caldas da Rainha infoexcluída: a imagem e semelhança do seu presidente
Os vereadores do partido socialista manifestaram a sua perplexidade pelo estado em que se encontra o portal da Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Na verdade, quem visitar o mesmo constata que vê as suas possibilidades de consulta muito limitadas. Chega a espantar o nível de inoperacionalidade de todo o website.
O segmento Caldas digital é especialmente improcedente e inútil: consulta do catálogo de bibliotecas, EPL, PDM (!), etc., nada disto funciona. Chega mesmo a dar-se, há meses, destaque de primeira página a uma entidade que há meses nem existe, (tvCaldas). No momento em que escrevemos este depoimento, a agenda municipal apresenta um único evento a ocorrer nas Caldas em Novembro e que já se realizou.
O espaço "visite as Caldas" resume-se a um texto elementar sem um único link funcional. É lamentável que o executivo psd das Caldas da Rainha se tenha resignado a esta inépcia, num domínio tão crucial como a presença online de um município. De nada adianta apregoar modernidades ou contemporaneidades, se descuida desta forma a indesmentível relevância da web no usufruto das diversas valências que um município deve proporcionar aos munícipes e visitantes das Caldas da Rainha. Completamente alheio e divorciado da realidade do concelho, não encontramos, apenas a título de exemplo, qualquer referência à bienal Molda, que deveríamos estar a todo o momento a promover.
O website da câmara deve ser a ilustração da consideração que o presidente dedica aos seus concidadãos e aos visitantes das Caldas da Rainha. O número e qualidade de serviços ali disponibilizados são normalmente a expressão da visão do que um presidente quer para o seu município.
É este o problema que resulta de termos um presidente para quem estas considerações telemáticas ainda não passam de um modismo, periférico, mais ou menos inconsequente. Ao longo de todo o seu mandato a presença digital da autarquia das Caldas da Rainha foi, constantemente, pouco mais do que passiva, desleixada e desprovida de conceito operacional. Já antes manifestámos a nossa indignação por este estado de coisas.
Não admitimos que um presidente, para quem notoriamente estas são preocupações de terceira ou quarta linha de prioridade, queira arrastar consigo todo o concelho para um estado inaceitável de efectiva infoexclusão.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Quadro de pessoal dos SMCR: mera teimosia ou esperamos por alguém?
Os vereadores do partido socialista, corroborando as mesmas dúvidas já anteriormente explicitadas e que não conhecem evolução, não compreendem o atropelo à lei que exige a existência de um Director Delegado nos Serviços Municipalizados das Caldas da Rainha. As razões que continuadamente se apresentam para que tal concurso não seja aberto são excêntricas e não podem ser por nós ser acompanhadas. Como tal apresentamos a nossa abstenção e o presente reparo.
Orçamento dos SMCR dá razão a vereadores do PS
Os vereadores do partido socialista constatam a duplicação de despesas de investimento para os serviços municipalizados das Caldas da Rainha. Esta capacidade financeira que os serviços revelam vêm demonstrar que não houve razão para o aumento do preço da água, como atempadamente alertámos, e que, recorde-se, era tido por premente para evitar o colapso financeiro destes serviços. Acompanhamos, contudo, a necessidade devidamente orçamentada para uma requalificação da rede de abastecimento de água. Neste sentido apresentamos a nossa abstenção.
Quadro de pessoal da câmara: necessidades urgentes não são contempladas
Os vereadores do partido socialista continuam a considerar que esta câmara perde mais uma vez a oportunidade de alterar um organograma que notoriamente carece de uma substancial reformulação. Entre muitos outros tópicos, já anteriormente denunciados, consideramos que nenhuma razão administrativa justifica que se mantenha as unidades de desenvolvimento social, educação e cultura sujeitos a chefias da divisão administrativa e financeira. Consideramos que foi dado um passo importante para a resolução dos problemas de carência de pessoal com a abertura concursal para 38 novos contratos por tempo indeterminado.
Por outro lado, não foram devidamente explicitadas as razões para a contratação por tempo determinado de um conjunto de três funcionários para o sector de reabilitação urbana. Consideramos ainda que os serviços do gabinete florestal, comunicação, topografia e fiscalização requerem um urgente reforço que este quadro de pessoal não prevê.
Neste sentido, apresentamos a nossa abstenção quanto a um quadro de pessoal que só parcialmente reflecte as notórias e dispendiosas carências desta câmara.
Por outro lado, não foram devidamente explicitadas as razões para a contratação por tempo determinado de um conjunto de três funcionários para o sector de reabilitação urbana. Consideramos ainda que os serviços do gabinete florestal, comunicação, topografia e fiscalização requerem um urgente reforço que este quadro de pessoal não prevê.
Neste sentido, apresentamos a nossa abstenção quanto a um quadro de pessoal que só parcialmente reflecte as notórias e dispendiosas carências desta câmara.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Clareza nas contratações do CCC
A Direcção do CCC, não renovou contrato de trabalho com o
colaborador João Ferreira, que ali funcionava acerca de três anos. Pela
informação que existe, trata-se de um funcionário exemplar.Com bom
relacionamento, muito disponível e de reconhecida competência. A razão evocada,
segundo consta tem a ver com o facto de o funcionário ir perfazer três anos de
contrato, não havendo interesse em renovar, pois está em causa a sua
efectivação. Com esta atitude a Instituição, promove desta forma a manutenção
do princípio da precariedade.
Como é sabido o CCC, o centro de exposições e o
Centro da Juventude, são instituições que para além de terem sido criadas pela
Autarquia, são fortemente subsidiadas pela câmara. A forma encontrada para a
sua gestão, foi a distribuição de lugares, pelos vários presidentes de Junta do
PSD. Relativamente ao CCC, a Vereadora da Cultura participa nas reuniões de
Direcção, uma vez que a responsabilidade da câmara em termos económicos é de
grande monta, o que exige um acompanhamento constante.
É aliás a posição do
Presidente da câmara. Entende-se portanto que este despedimento, tem na sua
génese a participação da Vereadora, uma vez que nada ali se passa sem que haja
participação da mesma. Entendemos deplorável tal despedimento. Num momento em
que se está a lutar para combater a precariedade, nomeadamente no CHO, tendo a
Câmara e a Assembleia Municipal por unanimidade, votado contra a manutenção dos
trabalhadores do Hospital nesse regime, venha agora sancionar o despedimento no
CCC, evocando a necessidade de manter os profissionais em regime precário. Está
claro que o trabalhador em causa é necessário, o posto de trabalho não foi
abolido. Sabe-se que uma trabalhadora que entrou para substituir uma outra que
saiu, está agora a fazer parte das tarefas que competiam ao trabalhador João Ferreira.
Não se pode aceitar que a Autarquia seja tão exigente com
instituições que se servem deste modo de contratação precário e na sua casa
faça exactamente o mesmo. Estas instituições que existem por responsabilidade
da câmara, e financiadas por esta, estão obrigadas a práticas de contratação
idênticas às da Câmara Municipal. Há princípios que têm que ser cumpridos e
mantidos. As contratações não podem ser realizadas com o livre arbítrio da
Direcção, sem ter em conta que os concursos têm de obedecer aos critérios de
transparência, tal como as desvinculações. Não se pode financiar quem acha que
pode despedir e contratar sem respeito pelo resultado dos concursos.
Denunciamos vivamente tal procedimento, exigindo a reparação imediata dos danos
até agora causados.
Ineficiência da Barragem de Alvorninha
O Vereador Jorge Sobral questionou se a Barragem de Alvorninha se encontra a
funcionar sem perdas significativas de água. Recordou que neste momento rega
110 hectares de pomares. É urgente que se esclareça a situação em que está a
funcionar e se promovam iniciativas para que mais agricultores usufruam deste
bem.
Sinalética na Foz do Arelho
O Vereador Jorge Sobral solicitou que seja colocada sinalética no entroncamento
da Rua Eng.º Higino Queirós com a Rua Visconde Morais, Freguesia da Foz do
Arelho, que obrigue os condutores a virar à direita, por forma a evitar a ocorrência
de sinistros.
O Senhor Presidente da Câmara remeteu o assunto ao Serviço de Mobilidade
Urbana para efeitos de apreciação.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
orçamento 2017: um exercício de preguiça e de falta de credibilidade
Analisados os documentos remetidos para apreciação do Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2017, cumpre estabelecer algumas considerações que se revelam incontornáveis:
Um plano orçamental tem de servir para explicar com clareza e discriminação aquilo em que irá ser aplicado o dinheiro dos contribuintes. É suposto ver garantido que, ao menos no principal instrumento de gestão de uma autarquia, não existam ambivalência, artifício ou equívoco. Mais concretamente, a utilidade deste documento é simplesmente a de poder explicar a todos quantos pagam a administração pública aquilo que se irá fazer com o seu dinheiro.
Durante anos a fio, as Caldas da Rainha conheceram orçamentos que nunca passaram de meras fabricações que nenhum valor facial possuíam, adulterando-se correntemente todas as previsões e subvertendo-se sem pudor todas as perspectivas de investimento. De resto, esses orçamentos não passaram de um conjunto de documentos deliberadamente herméticos com o propósito cônscio de conseguir uma limitação do escrutínio público. Constitui este um risco que temos, como cidadãos, de acautelar.
Para que tal se consiga evitar há que garantir duas condições: por um lado, os documentos têm de ser atempadamente acessíveis a todos – preferencialmente construídos pausadamente com o contributo de todos - e em segundo lugar têm de ser credíveis.
1 - Não podemos deixar de concluir que, mais uma vez, este executivo psd, negligencia o contributo que as restantes forças partidárias podem dar para a elaboração de um instrumento que deve ser, neste sentido, um orçamento participado. Registamos para este ano a convocação de uma reunião preparatória que, embora a poucos dias da decisão de aprovação, foi realizada. É um passo de abertura que enaltecemos, mas clamorosamente, um passo dado com uma inexplicável timidez que não é fácil compreender. Perde-se, assim, novamente, a oportunidade de termos um orçamento realmente plural e auscultado.
2 - Em segundo lugar, afigura-se o problema da credibilidade, assunto ainda mais relevante, se não mesmo capital. Como podemos nós considerar os documentos apresentados para 2017 como credíveis se neles se apresenta um conjunto de opções que já foram apresentados como opções para 2016, constatando-se que destas opções nada, mas rigorosamente nada, foi feito? Que importância podemos nós dar a um conjunto de propostas que não apresentam nem calendário nem a devida orçamentação? Concretizando: ao analisar o relatório orçamental para 2016 encontramos compromissos deste executivo para esse ano que não conheceram qualquer desenvolvimento. A saber:
· Roteiro de Escultura Pública – não conheceu nenhuma execução
· Sala Snoezelen – não conheceu nenhuma execução
· Programa Conhecimento em movimento – não conheceu nenhuma execução
· Instalação museológica exterior no atelier João Fragoso – não conheceu nenhuma execução
· Projecto "Dar e Partilhar" – não conheceu nenhuma execução
· Gestão Documental – não conheceu nenhuma execução
· Arquivo Municipal – não conheceu nenhuma execução
· Execução do projecto de colocação de relvado sintético no actual campo pelado do Campo e requalificação dos balneários e bancada, prevendo-se a execução da obra para 2017 – não conheceu nenhuma execução
· Elaboração da Carta Desportiva Municipal – não conheceu nenhuma execução
· Execução do projecto do Aldeamento Columbófilo – não conheceu nenhuma execução
· Adjudicação de um Plano de Mobilidade – não conheceu nenhuma execução
· Respectivo regulamento de trânsito – não conheceu nenhuma execução
· Sinalética urbana para localização das diversas instituições da cidade – não conheceu nenhuma execução
· A introdução de parquímetros na cidade que permita uma verdadeira reestruturação do estacionamento na mesma – não conheceu nenhuma execução
· Repavimentação, marcação rodoviária e sinalização adequada, para o "Parque de estacionamento da PSP" – não conheceu nenhuma execução
· Fornecimento de informação "on time" aos munícipes, numa perspectiva de uma "Smart City" – não conheceu nenhuma execução
· 2ª fase da Marca Caldas com base nos resultados identificados na 1a fase – não conheceu nenhuma execução
· Plano Municipal de incentivos à captação de Empresas – não conheceu nenhuma execução
· Área de Acolhimento Empresarial – não conheceu nenhuma execução
· Loteamento de Empresas de Base Tecnológica; elaboração do edital de loteamento e reformulação do projecto – não conheceu nenhuma execução
· Requalificação das Linhas de Água Urbanas – não conheceu nenhuma execução
· Reorganização do Conselho Municipal da Juventude – não conheceu nenhuma execução
· Relançamento do Cartão Jovem Municipal – não conheceu nenhuma execução
Entendamo-nos: Roma e Pavia não se fizeram num dia. E todos conhecemos os apertados cercos em que as autarquias se encontram actualmente por uma administração central que não se inibe de sobreregulamentar. Em todo o caso, o manancial de obra prometida aos munícipes das Caldas da Rainha e orçamentada para 2016 que não conheceu nenhum desenvolvimento impõe que o executivo faça um julgamento daquilo que afinal pretende desta feita comunicar aos seus munícipes. Se é obra que vai fazer ou obra que, quem o sabe, pode ser que se faça. Um orçamento não pode ser encarado como um processo de intenções. Assim entendido, seria imperativo que se corrigisse com determinação uma prática que pode conduzir a uma subversão integral da utilidade de um orçamento.
Lendo o actual orçamento, receamos que tenha sido exactamente isso que acontece. O documento está elaborado com notórias falhas e repete, por vezes, ipsis verbis, o mesmíssimo texto que já antes fora apresentado aos munícipes em anos anteriores. É precisamente neste aspecto que a credibilidade dos documentos fica, escusadamente, ferida.
Em vez de corrigir estas falhas, o documento reitera-as preguiçosamente e, portanto, não se espere que este facto, de resto, documentável seja indiferente a quem estudou e recorda bem o teor dos documentos de anos passados e o deste ano.
De resto, o Senhor Presidente da Câmara opta este ano por uma esperteza redactorial. Para escapar ao compromisso de definir o ano de 2017 como o ano em que se executarão as opções do plano de 2017, usa e abusa de expressões do tipo "prevê-se", "estima-se", "haverá ainda lugar a", "com repercussões até", "está também planeada", "pretende-se", "deverá ser", "serão desenvolvidos esforços", "serão criadas condições para", "deverá resultar de" , "deve reflectir", "tem a intenção de" , "será desenvolvido em", etc.. Este facto em si mesmo não teria qualquer relevância caso estas expressões não estivessem associadas a pretensos compromissos patentes num orçamento. O que daqui resulta é um conjunto de sinalizações que, não tendo qualquer concretização cronológica nem a expressão da respectiva repercussão orçamental, não servem para nada ao munícipe, que continua a querer apenas saber a resposta concreta a uma pergunta: onde vão aplicar o dinheiro?
O relatório é especialmente inútil em matéria de planeamento. Onde esperávamos um conceito operativo acerca do novo património termal - o novo grande desígnio desta comunidade - vemos apenas um rapidíssimo enquadramento sem nenhuma visão ou perspectiva de futuro; de resto, quando se esperaria uma verdadeira abordagem desse enormíssimo encargo que deve ser o novo projecto termal, vêmo-lo subitamente interrompido com o projecto Abraço verde, desgarrado de qualquer perspectiva de conjunto. Neste sentido não existe qualquer funcionalidade reflexiva sobre o devir das Caldas da Rainha neste documento.
Assinalamos o acréscimo de receitas correntes para 2017, o maior dos últimos seis anos; assinalamos que a apresentação de receitas forjadas (venda de bens de investimento) que durante anos denunciámos e que, por fim, se conseguiu extinguir não conduziu a nenhum caos administrativo e financeiro da autarquia, como se argumentava. Registamos a diminuição impostos directos - 9.493M para 9.319M; o crescimento de impostos directos - de 240m para 281m; um tímido mas revelador crescimento de taxas - de 441m para 489m; uma redução de rendimentos de propriedade - de 1.513M para 1.437M e, em matéria de transferências correntes, um aumento de 7.309M para 7.409M. Estes dados permitir-nos-iam esperar deste
executivo uma visão bem mais audaciosa do que aquela que este relatório nos propõe.
Vemos implantada uma perspectiva casuística e eventual, sem uma linha condutora que norteie a constituição de uma verdadeira Marca Caldas, assente em pilares definidos, estruturados e bem comunicados. Pilares que se encontram, aliás, bem definidos, inclusivamente bem documentados e que, por qualquer razão não se estabelecem como padrões de execução para todos os sectores da administração autárquica. Importaria conhecer como esses vectores de desenvolvimento são perseguidos pelos diferentes sectores da câmara municipal. Essa visão de conjunto, tão desejável como esperada, é inexistente neste relatório.
Importa igualmente referir que são raríssimos os exemplos de propostas apresentadas pelos partidos que tenham conhecido execução. Embora nos cumpra fazê-lo, torna-se ocioso, sabemo-lo, retomar um elenco de iniciativas que continuamos a sentir como impulsionadoras do desenvolvimento do concelho:
* Recinto desportivo - Bairro das Morenas - abertura de processo concursal
* Língua gestual em actos públicos e marcações de reserva
* Aldeamento columbófilo - abertura de processo concursal
* Complexo funerário - abertura de concurso projectual
* Plano municipal de mobilidade pedociclopédico - abertura de concurso projectual
* Reconversão das ETARs e plano de formação para o pessoal
* Canil/Gatil municipal - abertura de processo concursal
* Galardão Bordalo da Criatividade
* Orquestra de Jazz das Caldas da Rainha
* Parque temático do humor
* Criação do centro interpretativo de Almofala
Analisando em maior detalhe os documentos orçamentais, verificamos que, não obstante o que se justifica no relatório, nada está previsto para a criação da Sala snoezelen, assim como a implantação do projecto Conhecimento em movimento; nada se orçamenta quanto ao Arquivo municipal, Parque de esculturas e lazer, carta cultural concelhia, projecto inclusão pela arte. Da mesma forma, ainda que se renovem votos para 2017 em matéria de Desporto, a aldeia columbófila nem conhece previsão sequer para anos ulteriores a 2017. Quanto a acção social, o fundo de emergência continua a ser perspectivado aquém das suas capacidades, o que não é aceitável. Em matéria de Habitação, cumpriria assumir como facto consumado o abandono do projecto de Habitação Jovem em Caldas da Rainha que não conhece nenhuma execução desde que foi pensado há mais de dez anos. Em matéria de Planeamento, vemos que o Plano de mobilidade, afiançado em relatório, é, em sede de orçamento, novamente adiado para 2018. No tópico urbanização, vemos que o indispensável arranjo das entradas Nascente e Norte é adiado sem data, bem como o alargamento avenida Timor Lorosae, cujas dificuldades de negociação foram já resolvidas, é inexplicavelmente adiado para 2018; o Parque de Estacionamento junto à P.S.P conhece uma cabimentação de 20m agora para 2017 o que pareceria menos mal caso não estivesse já previsto para 2016. No que diz respeito ao turismo, verifica-se que nada se orçamenta para a frente lagunar e açude insuflável a não ser uma mera abertura de rubrica. O projecto Marca Caldas extensamente enaltecido no relatório apenas conhece abertura de rubrica. Quanto a zonas industriais e empresariais, o município nada mais tem a oferecer senão o pagamento à estrutura AIRO, 36.4 mil euros num total para esta rubrica de 36.5 mil euros; Área de Acolhimento Empresarial das Caldas da Rainha - 2ª Fase, nada é previsto, assim como nada também para o Programa Municipal de Incentivos à Captação de Empresas. Nenhuma construção de jardins públicos novos está prevista. No tópico ambiente o Paul de Tornada não conhece nenhuma verba nem previsão para data posterior, assim como não há dinheiro previsto para o Sistema de recolha de óleos usados ou para o projecto Implementação do Plano de Acção para a Sustentabilidade do Concelho. Nada se prevê para o muito necessário Gabinete de apoio ao munícipe, nenhuma verba nem previsão para data posterior. O Centro de recolha oficial (canil/Gatil) que, confiando na palavra do Sr. presidente, deverá ser inaugurado em 2017 conhece uma orçamentação de 5000 euros, para execução de projectos de especialidade, cronologia que nos parece comprometer a data da sua inauguração para 2017.
Deste modo, uma detalhada análise dos documentos previsionais do orçamento do município das Caldas da Rainha para o ano de 2017 revela uma menção de compromissos que se repetem sem qualquer perspetiva sustentada de exequibilidade, muito em resultado de um trabalho feito à última da hora, prescindindo ostensivamente da colaboração atempada, sempre disponibilizada pelos restantes vereadores. Ferido de parcialidade, preguiça e privação de credibilidade, os vereadores do partido socialista não podem votar senão contra este orçamento.
Um plano orçamental tem de servir para explicar com clareza e discriminação aquilo em que irá ser aplicado o dinheiro dos contribuintes. É suposto ver garantido que, ao menos no principal instrumento de gestão de uma autarquia, não existam ambivalência, artifício ou equívoco. Mais concretamente, a utilidade deste documento é simplesmente a de poder explicar a todos quantos pagam a administração pública aquilo que se irá fazer com o seu dinheiro.
Durante anos a fio, as Caldas da Rainha conheceram orçamentos que nunca passaram de meras fabricações que nenhum valor facial possuíam, adulterando-se correntemente todas as previsões e subvertendo-se sem pudor todas as perspectivas de investimento. De resto, esses orçamentos não passaram de um conjunto de documentos deliberadamente herméticos com o propósito cônscio de conseguir uma limitação do escrutínio público. Constitui este um risco que temos, como cidadãos, de acautelar.
Para que tal se consiga evitar há que garantir duas condições: por um lado, os documentos têm de ser atempadamente acessíveis a todos – preferencialmente construídos pausadamente com o contributo de todos - e em segundo lugar têm de ser credíveis.
1 - Não podemos deixar de concluir que, mais uma vez, este executivo psd, negligencia o contributo que as restantes forças partidárias podem dar para a elaboração de um instrumento que deve ser, neste sentido, um orçamento participado. Registamos para este ano a convocação de uma reunião preparatória que, embora a poucos dias da decisão de aprovação, foi realizada. É um passo de abertura que enaltecemos, mas clamorosamente, um passo dado com uma inexplicável timidez que não é fácil compreender. Perde-se, assim, novamente, a oportunidade de termos um orçamento realmente plural e auscultado.
2 - Em segundo lugar, afigura-se o problema da credibilidade, assunto ainda mais relevante, se não mesmo capital. Como podemos nós considerar os documentos apresentados para 2017 como credíveis se neles se apresenta um conjunto de opções que já foram apresentados como opções para 2016, constatando-se que destas opções nada, mas rigorosamente nada, foi feito? Que importância podemos nós dar a um conjunto de propostas que não apresentam nem calendário nem a devida orçamentação? Concretizando: ao analisar o relatório orçamental para 2016 encontramos compromissos deste executivo para esse ano que não conheceram qualquer desenvolvimento. A saber:
· Roteiro de Escultura Pública – não conheceu nenhuma execução
· Sala Snoezelen – não conheceu nenhuma execução
· Programa Conhecimento em movimento – não conheceu nenhuma execução
· Instalação museológica exterior no atelier João Fragoso – não conheceu nenhuma execução
· Projecto "Dar e Partilhar" – não conheceu nenhuma execução
· Gestão Documental – não conheceu nenhuma execução
· Arquivo Municipal – não conheceu nenhuma execução
· Execução do projecto de colocação de relvado sintético no actual campo pelado do Campo e requalificação dos balneários e bancada, prevendo-se a execução da obra para 2017 – não conheceu nenhuma execução
· Elaboração da Carta Desportiva Municipal – não conheceu nenhuma execução
· Execução do projecto do Aldeamento Columbófilo – não conheceu nenhuma execução
· Adjudicação de um Plano de Mobilidade – não conheceu nenhuma execução
· Respectivo regulamento de trânsito – não conheceu nenhuma execução
· Sinalética urbana para localização das diversas instituições da cidade – não conheceu nenhuma execução
· A introdução de parquímetros na cidade que permita uma verdadeira reestruturação do estacionamento na mesma – não conheceu nenhuma execução
· Repavimentação, marcação rodoviária e sinalização adequada, para o "Parque de estacionamento da PSP" – não conheceu nenhuma execução
· Fornecimento de informação "on time" aos munícipes, numa perspectiva de uma "Smart City" – não conheceu nenhuma execução
· 2ª fase da Marca Caldas com base nos resultados identificados na 1a fase – não conheceu nenhuma execução
· Plano Municipal de incentivos à captação de Empresas – não conheceu nenhuma execução
· Área de Acolhimento Empresarial – não conheceu nenhuma execução
· Loteamento de Empresas de Base Tecnológica; elaboração do edital de loteamento e reformulação do projecto – não conheceu nenhuma execução
· Requalificação das Linhas de Água Urbanas – não conheceu nenhuma execução
· Reorganização do Conselho Municipal da Juventude – não conheceu nenhuma execução
· Relançamento do Cartão Jovem Municipal – não conheceu nenhuma execução
Entendamo-nos: Roma e Pavia não se fizeram num dia. E todos conhecemos os apertados cercos em que as autarquias se encontram actualmente por uma administração central que não se inibe de sobreregulamentar. Em todo o caso, o manancial de obra prometida aos munícipes das Caldas da Rainha e orçamentada para 2016 que não conheceu nenhum desenvolvimento impõe que o executivo faça um julgamento daquilo que afinal pretende desta feita comunicar aos seus munícipes. Se é obra que vai fazer ou obra que, quem o sabe, pode ser que se faça. Um orçamento não pode ser encarado como um processo de intenções. Assim entendido, seria imperativo que se corrigisse com determinação uma prática que pode conduzir a uma subversão integral da utilidade de um orçamento.
Lendo o actual orçamento, receamos que tenha sido exactamente isso que acontece. O documento está elaborado com notórias falhas e repete, por vezes, ipsis verbis, o mesmíssimo texto que já antes fora apresentado aos munícipes em anos anteriores. É precisamente neste aspecto que a credibilidade dos documentos fica, escusadamente, ferida.
Em vez de corrigir estas falhas, o documento reitera-as preguiçosamente e, portanto, não se espere que este facto, de resto, documentável seja indiferente a quem estudou e recorda bem o teor dos documentos de anos passados e o deste ano.
De resto, o Senhor Presidente da Câmara opta este ano por uma esperteza redactorial. Para escapar ao compromisso de definir o ano de 2017 como o ano em que se executarão as opções do plano de 2017, usa e abusa de expressões do tipo "prevê-se", "estima-se", "haverá ainda lugar a", "com repercussões até", "está também planeada", "pretende-se", "deverá ser", "serão desenvolvidos esforços", "serão criadas condições para", "deverá resultar de" , "deve reflectir", "tem a intenção de" , "será desenvolvido em", etc.. Este facto em si mesmo não teria qualquer relevância caso estas expressões não estivessem associadas a pretensos compromissos patentes num orçamento. O que daqui resulta é um conjunto de sinalizações que, não tendo qualquer concretização cronológica nem a expressão da respectiva repercussão orçamental, não servem para nada ao munícipe, que continua a querer apenas saber a resposta concreta a uma pergunta: onde vão aplicar o dinheiro?
O relatório é especialmente inútil em matéria de planeamento. Onde esperávamos um conceito operativo acerca do novo património termal - o novo grande desígnio desta comunidade - vemos apenas um rapidíssimo enquadramento sem nenhuma visão ou perspectiva de futuro; de resto, quando se esperaria uma verdadeira abordagem desse enormíssimo encargo que deve ser o novo projecto termal, vêmo-lo subitamente interrompido com o projecto Abraço verde, desgarrado de qualquer perspectiva de conjunto. Neste sentido não existe qualquer funcionalidade reflexiva sobre o devir das Caldas da Rainha neste documento.
Assinalamos o acréscimo de receitas correntes para 2017, o maior dos últimos seis anos; assinalamos que a apresentação de receitas forjadas (venda de bens de investimento) que durante anos denunciámos e que, por fim, se conseguiu extinguir não conduziu a nenhum caos administrativo e financeiro da autarquia, como se argumentava. Registamos a diminuição impostos directos - 9.493M para 9.319M; o crescimento de impostos directos - de 240m para 281m; um tímido mas revelador crescimento de taxas - de 441m para 489m; uma redução de rendimentos de propriedade - de 1.513M para 1.437M e, em matéria de transferências correntes, um aumento de 7.309M para 7.409M. Estes dados permitir-nos-iam esperar deste
executivo uma visão bem mais audaciosa do que aquela que este relatório nos propõe.
Vemos implantada uma perspectiva casuística e eventual, sem uma linha condutora que norteie a constituição de uma verdadeira Marca Caldas, assente em pilares definidos, estruturados e bem comunicados. Pilares que se encontram, aliás, bem definidos, inclusivamente bem documentados e que, por qualquer razão não se estabelecem como padrões de execução para todos os sectores da administração autárquica. Importaria conhecer como esses vectores de desenvolvimento são perseguidos pelos diferentes sectores da câmara municipal. Essa visão de conjunto, tão desejável como esperada, é inexistente neste relatório.
Importa igualmente referir que são raríssimos os exemplos de propostas apresentadas pelos partidos que tenham conhecido execução. Embora nos cumpra fazê-lo, torna-se ocioso, sabemo-lo, retomar um elenco de iniciativas que continuamos a sentir como impulsionadoras do desenvolvimento do concelho:
* Recinto desportivo - Bairro das Morenas - abertura de processo concursal
* Língua gestual em actos públicos e marcações de reserva
* Aldeamento columbófilo - abertura de processo concursal
* Complexo funerário - abertura de concurso projectual
* Plano municipal de mobilidade pedociclopédico - abertura de concurso projectual
* Reconversão das ETARs e plano de formação para o pessoal
* Canil/Gatil municipal - abertura de processo concursal
* Galardão Bordalo da Criatividade
* Orquestra de Jazz das Caldas da Rainha
* Parque temático do humor
* Criação do centro interpretativo de Almofala
Analisando em maior detalhe os documentos orçamentais, verificamos que, não obstante o que se justifica no relatório, nada está previsto para a criação da Sala snoezelen, assim como a implantação do projecto Conhecimento em movimento; nada se orçamenta quanto ao Arquivo municipal, Parque de esculturas e lazer, carta cultural concelhia, projecto inclusão pela arte. Da mesma forma, ainda que se renovem votos para 2017 em matéria de Desporto, a aldeia columbófila nem conhece previsão sequer para anos ulteriores a 2017. Quanto a acção social, o fundo de emergência continua a ser perspectivado aquém das suas capacidades, o que não é aceitável. Em matéria de Habitação, cumpriria assumir como facto consumado o abandono do projecto de Habitação Jovem em Caldas da Rainha que não conhece nenhuma execução desde que foi pensado há mais de dez anos. Em matéria de Planeamento, vemos que o Plano de mobilidade, afiançado em relatório, é, em sede de orçamento, novamente adiado para 2018. No tópico urbanização, vemos que o indispensável arranjo das entradas Nascente e Norte é adiado sem data, bem como o alargamento avenida Timor Lorosae, cujas dificuldades de negociação foram já resolvidas, é inexplicavelmente adiado para 2018; o Parque de Estacionamento junto à P.S.P conhece uma cabimentação de 20m agora para 2017 o que pareceria menos mal caso não estivesse já previsto para 2016. No que diz respeito ao turismo, verifica-se que nada se orçamenta para a frente lagunar e açude insuflável a não ser uma mera abertura de rubrica. O projecto Marca Caldas extensamente enaltecido no relatório apenas conhece abertura de rubrica. Quanto a zonas industriais e empresariais, o município nada mais tem a oferecer senão o pagamento à estrutura AIRO, 36.4 mil euros num total para esta rubrica de 36.5 mil euros; Área de Acolhimento Empresarial das Caldas da Rainha - 2ª Fase, nada é previsto, assim como nada também para o Programa Municipal de Incentivos à Captação de Empresas. Nenhuma construção de jardins públicos novos está prevista. No tópico ambiente o Paul de Tornada não conhece nenhuma verba nem previsão para data posterior, assim como não há dinheiro previsto para o Sistema de recolha de óleos usados ou para o projecto Implementação do Plano de Acção para a Sustentabilidade do Concelho. Nada se prevê para o muito necessário Gabinete de apoio ao munícipe, nenhuma verba nem previsão para data posterior. O Centro de recolha oficial (canil/Gatil) que, confiando na palavra do Sr. presidente, deverá ser inaugurado em 2017 conhece uma orçamentação de 5000 euros, para execução de projectos de especialidade, cronologia que nos parece comprometer a data da sua inauguração para 2017.
Deste modo, uma detalhada análise dos documentos previsionais do orçamento do município das Caldas da Rainha para o ano de 2017 revela uma menção de compromissos que se repetem sem qualquer perspetiva sustentada de exequibilidade, muito em resultado de um trabalho feito à última da hora, prescindindo ostensivamente da colaboração atempada, sempre disponibilizada pelos restantes vereadores. Ferido de parcialidade, preguiça e privação de credibilidade, os vereadores do partido socialista não podem votar senão contra este orçamento.
Colecção cerâmica de João Maria Ferreira
O Vereador Rui Correia realçou o mérito do coleccionador João Maria Ferreira, face
à exposição temporária intitulada “Animais Nossos Amigos”, que se encontra
patente ao público no Museu da Cerâmica no período de 28 de Outubro a 31 de
Dezembro de 2016, no âmbito do programa da “MOLDA 2016”, a qual se constitui
por uma mostra de peças de cerâmica de autores e fabricos caldenses,
pertencentes ao coleccionador João Maria Ferreira.
Polémica nas votações do Orçamento participativo
O Vereador Rui Correia chamou à atenção para algumas das irregularidades
ocorridas no âmbito da votação do Orçamento Participativo 2017, nomeadamente,
quanto à mudança de plataforma antes da realização da Assembleia Geral, o que
levou a que muitos munícipes não conseguissem exercer o seu voto. Questionou
ainda neste âmbito, se estão a ser devidamente protegidos os dados constantes
no formulário elaborado para efeitos de votação.
Obras põem trabalhadores da câmara em risco de atropelamento
O Vereador Rui Correia referiu que o horário em que foram executados os
trabalhos de limpeza de condutas na Rua Vitorino Fróis, não foi o mais adequado,
uma vez que alguns dos trabalhos decorreram em horas de maior fluxo de
trânsito, colocando em causa as condições de segurança dos trabalhadores, face à
deficiente sinalização existente no local e à execução de trabalhos entre as
viaturas em circulação. Mais referiu que, por alguns munícipes foi manifestado
descontentamento em relação aos trabalhos de limpeza das condutas, apesar de
ter sido efectuada uma publicitação da execução dos mesmos.
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Contra a precariedade, sempre
O que se passa com os trabalhadores em regime de precariedade no CHO é intolerável e constitui uma flagrante violação da lei laboral e das directivas europeias que afirmam o dever incontornável de assegurar a todos os trabalhadores uma estabilidade profissional e uma perspectiva de futuro.
Apoiar a luta de pessoas que vivem em precariedade laboral, algumas delas há 19 anos, é uma exigência cívica que transcende partidos ou governos: é um imperativo de decência.
Com muito entusiasmo apoiámos, apoiamos e apoiaremos a sua justíssima e tenaz campanha até que seja feita justiça.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Abertura de concurso para os 180 trabalhadores do CHO
O Vereador Jorge Sobral manifestou a sua satisfação e
congratulou o facto do Conselho de Administração do CHO – Centro Hospitalar do
Oeste, ter solicitado ao Ministério da Saúde a abertura de concurso para os 180
trabalhadores do CHO que se encontram em situação de precariedade, cuja
preocupação já havia sido manifestada pela Câmara Municipal e pela Assembleia
Municipal em suas reuniões de 11 de Outubro de 2016, demonstrando assim que os
autarcas caldenses não só estão atentos e preocupados como procuram que a
situação destes 180 trabalhadores se suprima de vez.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Autocarros à frente do mestre Ferreira da Silva
A proposta apresentada pelo CHO, (cedendo espaço para que a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, durante cinco anos, possa permitir estacionamento de autocarros junto ao chafariz das cinco bicas, espaço que, recorde-se, é da propriedade do CHO), constitui uma inflexão significativa quanto ao espírito de colaboração, uma que, de resto, acolhemos com o maior agrado e que muito se enaltece.
Em todo o caso, considero que a proposta apresentada não corresponde minimamente com a visão que deve ser, mais tarde ou mais cedo, perseguida e concretizada para este local.
Substituir um estacionamento caótico de veículos ligeiros por um estacionamento organizado de veículos pesados não constitui uma solução que dignifique aquele espaço e muito menos as emblemáticas obras joanina e de Ferreira da Silva que aquele local integra.
Sou de opinião que o debate sobre esta praça (uma verdadeira praça das águas) deve ilustrar um novo relacionamento entre a Câmara Municipal das Caldas da Rainha e a actual administração do CHO que vem revelando uma abertura indispensável que repare anos e anos de surdez e improcedência institucional.
A Câmara Municipal das Caldas da Rainha tem-se manifestado disponível para estudar modalidades de transferência do espaço para estacionamento do CHO, de forma a criar uma alternativa viável, eventualmente para uma desejada permuta de usufruto ou propriedade de terrenos que favoreça ambas as partes.
Considero que a proposta apresentada não traz senão uma irrisória vantagem provisória que não corresponde ao futuro desejável para uma praça que tem um estatuto legal de especial sensibilidade patrimonial e não promove a socialização pedonal de um espaço que o demanda há tantos anos. De nada adianta alardear a criação de rotas temáticas de Ferreira da Silva para logo a seguir escondermos uma das suas mais extraordinárias e extravagantes criações por trás de seis ou mais autocarros de turismo. Neste sentido, acolhendo com entusiasmo a abertura institucional da administração do CHO, não posso votar a favor desta solução.
Em todo o caso, considero que a proposta apresentada não corresponde minimamente com a visão que deve ser, mais tarde ou mais cedo, perseguida e concretizada para este local.
Substituir um estacionamento caótico de veículos ligeiros por um estacionamento organizado de veículos pesados não constitui uma solução que dignifique aquele espaço e muito menos as emblemáticas obras joanina e de Ferreira da Silva que aquele local integra.
Sou de opinião que o debate sobre esta praça (uma verdadeira praça das águas) deve ilustrar um novo relacionamento entre a Câmara Municipal das Caldas da Rainha e a actual administração do CHO que vem revelando uma abertura indispensável que repare anos e anos de surdez e improcedência institucional.
A Câmara Municipal das Caldas da Rainha tem-se manifestado disponível para estudar modalidades de transferência do espaço para estacionamento do CHO, de forma a criar uma alternativa viável, eventualmente para uma desejada permuta de usufruto ou propriedade de terrenos que favoreça ambas as partes.
Considero que a proposta apresentada não traz senão uma irrisória vantagem provisória que não corresponde ao futuro desejável para uma praça que tem um estatuto legal de especial sensibilidade patrimonial e não promove a socialização pedonal de um espaço que o demanda há tantos anos. De nada adianta alardear a criação de rotas temáticas de Ferreira da Silva para logo a seguir escondermos uma das suas mais extraordinárias e extravagantes criações por trás de seis ou mais autocarros de turismo. Neste sentido, acolhendo com entusiasmo a abertura institucional da administração do CHO, não posso votar a favor desta solução.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Um centro de interpretação para a mata Rainha D. Leonor
O vereador Rui Correia deu nota da necessidade de gerar junto da comunidade um verdadeiro activismo cívico, político e ecológico em redor da defesa da Mata Rainha D. Leonor. Trata-se, antes de mais, de uma questão de vontade política. Este ecossistema constitui um tesouro único, em diversos campos científicos, que poucas cidades possuem, ainda por cima, situado em pleno coração residencial. Verifica-se que a concessão, recentemente assinada por este município, do património termal parece ter tornado prioritário o usufruto e a dinamização do parque D. Carlos I, com notório e desejado envolvimento da população que, finalmente, parece ver-lhe devolvido este espaço.
Precisamos agora de produzir um verdadeiro renascimento da mata Rainha D. Leonor. O descuido a que a mata tem sido sujeita tem colocado em risco múltiplas dimensões do equilíbrio ecológico deste espaço verde. Protecção da fauna e flora, potencial de investigação científica plural, potencial de socialização e sensibilidade hidrotécnica, são alguns dos vectores de promoção deste espaço que urge estimular e apoiar. A mata está entregue a si mesma e cumpre acabar com esse abandono. Com urgência. Existe actualmente massa crítica mais do que suficiente e mais do que capaz de produzir um projecto que, judiciosamente, reformule o futuro deste importante património caldense. A Câmara Municipal das Caldas da Rainha precisa de liderar este desígnio colectivo.
É indispensável gerar vontade política para algo que todos os caldenses desejam. Sinalética, limpeza, arranjo urbanístico, equipamento de lazer, parque infantil, projecto de dinamização científico-cultural e sobretudo a constituição de um centro de interpretação, são obras necessárias que precisamos pôr em execução o mais brevemente possível.
Espaço turismo precisa de ser repensado
O Vereador Rui Correia questionou se existe intenção de alterar a localização da
loja do Espaço Turismo, situada no 1.º andar, dado que os munícipes não acedem
com frequência aquele espaço e sugeriu neste âmbito que a mesma seja
transferida para o edifício dos Produtos Regionais.
Limpeza de esculturas
O Vereador Rui Correia referiu que as peças escultóricas
existentes nos diversos espaços públicos desta Cidade requerem uma manutenção
urgente. O Senhor Presidente da Câmara remeteu o assunto à Unidade de Cultura,
a fim de serem iniciados os procedimentos tendentes à elaboração de um
procedimento tendo em vista a limpeza de peças escultóricas e o fornecimento de
placas de identificação.
Monos por recolher
O Vereador Rui Correia referiu que tem vindo a constatar-se com maior frequência
uma estranha proliferação de monos na Cidade e sugeriu uma divulgação junto da
população, relativamente aos serviços de recolha de monos prestados pela
Câmara Municipal, nomeadamente, através dos jornais locais e do site do
Município.
O Senhor Presidente da Câmara remeteu o assunto ao seu Vice-Presidente e aos
Serviços de Higiene Urbana a fim de verificarem a informação constante no site do
Município, bem como ao Gabinete de Imprensa tendo em vista uma maior
divulgação do serviço de recolha de monos junto da comunicação social.
Estacionamento sem regras
O Vereador Jorge Sobral questionou se está em curso um
processo de legalização de arrumadores de automóveis, por parte da União de
Freguesias de Caldas da Rainha – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório,
uma vez que é intenção da Câmara Municipal reestruturar o parque de
estacionamento junto à PSP de Caldas da Rainha. O Senhor Presidente da Câmara
informou que irá questionar a União de Freguesias de Caldas da Rainha – Nossa
Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório sobre o assunto.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Canil e Gatil - que andamento?
O Vereador Rui Correia questionou sobre o cumprimento ainda durante este
mandato da promessa do Sr. Presidente da Câmara, relativamente à construção
de um canil e gatil municipal.
O Senhor Presidente da Câmara informou que, os projectos de arquitectura serão
apresentados na próxima reunião do Executivo Municipal, bem como a proposta de
execução dos projectos de especialidade.
Mupis a dobrar - inacção camarária fere imagem turística da cidade
O Vereador Rui Correia lamentou que apenas tenha sido resolvido no presente
mês a duplicação de mupis na Rua Almirante Cândido dos Reis, bem como a
descoordenação verificada na colocação dos mesmos, uma vez que a retirada de
um dos mupis estava prevista para o passado mês de Junho, o que levou a que
esta situação tenha permanecido durante todo o período de verão.
Peditórios sem licenciamento
O Vereador Jorge Sobral reforçou a necessidade de ser
indagado o Ministério da Administração Interna, quanto às instituições que se
encontram autorizadas a realizar peditórios em território nacional, face ao
peditório que tem vindo a ser realizado pelos Veteranos de Guerra, no espaço
territorial deste Município, tendo em vista a aquisição de uma ambulância,
situação que obrigou os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha, a realizar
um comunicado à população esclarecendo que em nada tem a ver com o peditório
anual daquela associação.
O Senhor Presidente da Câmara deu indicações para ser
solicitado ao Ministério da Administração Interna, informação relativa às
pessoas singulares ou colectivas legalmente constituídas que possuem
autorização para a realização de peditórios com fins de beneficência em
território nacional, dado a ausência de prévia consulta à Câmara Municipal.
Câmara deve reunir com o CHO
O Vereador Jorge Sobral propôs que fosse convidado o Conselho
Geral e o Conselho de Administração do CHO – Centro Hospitalar do Oeste, para
estarem presentes numa próxima reunião do Executivo Municipal, a fim de lhe
serem transmitidas as preocupações e anseios da Câmara Municipal em relação à Unidade
de Caldas da Rainha.
A Câmara deliberou
convidar o Conselho Geral e o Conselho de Administração do CHO – Centro
Hospitalar do Oeste, para uma reunião conjunta com o Executivo Municipal.
A presente deliberação foi
tomada por unanimidade.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Sem alternativa, Caldas da Rainha não tem como baixar impostos
Analisada a actual situação financeira do município, e uma vez mais constatando a incapacidade crónica deste executivo em criar condições para uma urgente diversificação da receita municipal, considerando ainda que a crescente atribuição de competências e a adopção de processos de cedência patrimonial não permitem, de modo responsável, a alteração dos regimes de percebimento de impostos municipais, nada mais nos resta senão denunciar mais uma vez a cobrança indevida de impostos a que os caldenses foram sujeitos nos últimos dois anos, nomeadamente em sede de imi e devolução de irs, impostos que foram aumentados logo depois de umas eleições em que o psd prometeu a todos diminui-los.
A razão para os aumentar foi deliberadamente falsa: aumentou-se impostos, (arengou-se então), para fazer face à concessão do património termal às Caldas da Rainha. Ora, essa concessão foi apenas concretizada este ano. Ou seja, os caldenses andaram a pagar impostos altos por nenhuma razão válida. Este estratagema foi então desvendado e denunciado pelos vereadores do partido socialista.
Compulsados todos os argumentos, consideramos que, face ao actual quadro financeiro, estando este município na situação tributariamente dependente onde permanece ano após ano, sem conseguir fontes alternativas de receita, não se consegue criar qualquer oportunidade para baixar impostos. Com o maior sentido realista, revela-se, assim, financeiramente imprudente, neste momento, promover qualquer alteração substantiva aos regimes fiscais neste momento em vigor.
Caldas Nice Jazz - um bom programa
O vereador Rui Correia saudou e enalteceu o Programa do “Caldas Nice Jazz
2016”, por se encontrar elaborado de forma muito criteriosa e atraente para um
público muito diversificado.
Museu automóvel das Caldas da Rainha
O Vereador Rui Correia questionou o motivo que tem conduzido ao atraso na
implementação de um Museu Automóvel nesta Cidade, uma vez que este tipo de
iniciativa é inédita na Região Centro e representa uma grande atractividade.
A Senhora Vereadora informou que, irá reforçar os contactos estabelecidos com o
administrador de insolvência das antigas instalações da “Vinoeste”, local que
considera mais adequado, tendo em vista a instalação de um Museu Automóvel na
Cidade.
Espaço urbano descuidado
O Vereador Rui Correia questionou o motivo de não ter sido efectuado o arranjo
urbanístico no espaço ajardinado localizado nas imediações do Centro da
Juventude, entre a Rua Fialho de Almeida e a Rua Augusto Gil, o qual continua a
apresentar abundantes ervas daninhas e um aspecto de total abandono.
Publicação das análises da APA
O Vereador Jorge Sobral no seguimento de dúvidas levantadas pela Comissão
Cívica de Protecção das Linhas de Água e Ambiente relativamente ao resultado das
análises feitas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e pelo Proman –
Centro de Estudos e Projectos, SA aos sedimentos nos canais e bacias a dragar na
zona do Braço da Barrosa, solicitou que seja dada uma resposta clara e inequívoca
quanto a esta matéria, de forma a sossegar a população relativamente às
questões levantadas.
O Vice-Presidente da Câmara informou que, irá ser solicitado à APA – Agência Portuguesa do Ambiente o envio das novas análises realizadas à Zona do Braço da Barrosa, a fim de serem presentes numa próxima reunião do Executivo Municipal.
O Vice-Presidente da Câmara informou que, irá ser solicitado à APA – Agência Portuguesa do Ambiente o envio das novas análises realizadas à Zona do Braço da Barrosa, a fim de serem presentes numa próxima reunião do Executivo Municipal.
Manual de Orientações Técnicas. Acessibilidade e Mobilidade – Caldas da Rainha Acessível
O Vereador Jorge Sobral no seguimento da intervenção de um
membro da Assembleia Municipal na reunião pública do dia 27 de Setembro de
2016, sobre questões de acessibilidades no Concelho, solicitou que fosse
fornecido a todos os grupos políticos com assento na Assembleia Municipal a
publicação que foi distribuída ao Executivo Municipal, intitulada “Manual de
Orientações Técnicas. Acessibilidade e Mobilidade – Caldas da Rainha
Acessível”, que muito ajudará a esclarecer algumas das situações relatadas. O
Vice-Presidente da Câmara informou que, irá dar indicações no sentido de ser
distribuído pelos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, a
citada publicação.
Recepção condigna da delegação do PCP
O Vereador Jorge Sobral referiu que, ficou surpreendido com
a notícia que anunciava que a delegação do Partido Comunista Português, não tinha
sido condignamente recebida no evento da Feira dos Frutos 2016, uma vez que não
foi acompanhada pelo Presidente da Câmara, Vereadores do Executivo Municipal ou
por outros responsáveis do Município, apesar de ter comunicado previamente por
escrito a sua presença no citado evento.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Cimeiras entre autarquias devem ser convocadas
Recordando o carácter excêntrico da reunião que ocorreu entre a câmara de Caldas da Rainha e Óbidos em Março de 2016, nomeadamente pelo facto indesculpável de ter excluído a participação dos vereadores de outros partidos que não pertencessem ao psd, cujos efeitos foram de absoluta irrelevância, o vereador Rui Correia insistiu que, em moldes diametralmente opostos, integrando participação pluripartidária, seja iniciada uma estratégia de comunicação interconcelhia regular.
Consideramos que a convocação de cimeiras entre autarquias, quando efectivamente convocam vozes plurais, traz relevantes benefícios em numerosos âmbitos de implementação e pode pôr fim a anos de irresponsável surdez institucional e que muito custou ao erário público.
Fica mais barato para todos a colaboração entre municípios do que o actual amontoado de autarcias autárquicas em que cada uma gasta mais do que a vizinha em projectos que ambos podiam e deveriam protagonizar. Desse modo economiza-se, enriquecendo-se o valor dos projectos, desse modo ampliando as perspectivas de desenvolvimento para os concelhos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)